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MAKE AMERICA WHAT???


Trump:
«People in that rally, and I mean the night before, they were people protesting very quietly the taking down of the statue of Robert E. Lee»

People protesting very quietly:
«Jews - will not - replace us.
Blood and soil
... / ... »

Trump:
«You had many people in that group, other than neo-nazies and white nationalists ok? And the press has treated them absolutely unfairly. Now, in the other group, also, you had some fine people but you also had trouble makers and you see them come with the black outfits and with the helmets and the baseball bats, You had a lot of bad people in the other group»



De acordo com Trump, havia muito boa gente (very fine people) misturada com os neo-nazis, os supremacistas e os ku-klux-klan... Será?
Obviamente, nem todos, provavelmente bastante menos de metade dos apoiantes de Trump, olharão com bons olhos aquela cáfila que desfilou em Charllotesville; O próprio partido republicano, pela voz de inúmeros partidários, condenou inequivocamente essa aberração, mas a questão não é essa, não é todo partidária ou mesmo de grupo eleitoral.

Claro que há boa gente entre os eleitores de Trump o que me pergunto é se será "boa gente" aquela que não se importa de se misturar com quem vai para uma manifestação onde esvoaçam bandeiras nazis, onde há milícias com armas automáticas, onde se atacam os contra-manifestantes à paulada, onde se grita "sangue e solo" e outros mimos. Por que não dar meia volta e dizer "Isto não é o que quero, isto é profundamente errado". Uma manifestação onde por fim um carro acelera para cima de um magote de contra-manifestantes. Ou isto só é inequivocamente condenável quando um jihadista o faz em Londres?

A questão surge a montante nos princípios, na moralidade, na solidariedade humana, nos direitos civis e mesmo, para aqueles que integram a Igreja Cristã - sejam católicos, protestantes, evangelistas ou outros - a questão tem de ser colocada sob a perspectiva do respeito e defesa da alma humana.
Boas pessoas? Boas pessoas têm uma noção firme da diferença entre Bem e Mal, certo e errado. Boas Pessoas traçam limites e e permanecem dentro deles, não comprometem princípios. Há um limite para além do qual temos a noção de que estaremos a prevaricar, a pecar, a agir de forma que sabemos ser condenável. Passado esse limite não há boas pessoas.

"Estamos aqui para matá-los se for preciso " - Ouvi esses trastes berrar, vestidos com camuflados, armados até aos dentes.

Uma pessoa com 32 anos foi assassinada; 19 pessoas foram hospitalizadas, isto apenas num atropelamento intencional.

Um jovem isolado espancado à entrada de um parque de estacionamento por um grupo de corajosos herois; está vivo porque os amigos deram pela sua falta e foram resgata-lo.
Não é o filho de nenhum de nós...



Independentemente da tragédia, se possível, há nesta história aspectos mais chocantes do que facilmente verbalizáveis:
Como é possível ver numa mesma turba a bandeira dos Estados Unidos (não me refiro à da Confederação mas sim à dos EUA) empunhada ao lado de uma bandeira com a suástica? Não encontro forma de que faça sentido sem reverter para a absoluta ignorância histórica e cultural. Os americanos atravessaram o Atlântico para derrotar os nazis. E hoje, na Alemanha, são proibidas as suásticas.

Quanto a Trump não há surpresas, vou evitando dedicar o meu tempo e palavreado ao sujeito porque é sempre mais do mesmo e torna-se óbvio  que está a endoidecer, a perder o controlo, a não conseguir lidar com tanta Trumpa que faz.


De regresso à Trump Tower - pela primeira vez desde que foi empossado - nos domínios da torre do seu castelo dourado, a fera sentiu-se no seu território; enraivecido por o "obrigarem" a dizer o que não queria deu largas à sua revolta, ao seu temperamento irado e vociferou o que bem lhe apeteceu perante a estupefacção do pessoal da Casa Branca: "Foi tudo ele, não era nada disto que estava alinhado", disse alguém da equipe da W.H. Assim seja, e que se repita, que se deixe de Trumpices e mostre o vazio de alma repleto de racismo, mentira, materialismo primário, hipocrisia, megalomania, egocentrismo... Como disse, quanto a Trump não há surpresas.
Ninguém obrigou o bicho a ser presidente, era uma ambição requerida pelo seu notabilíssimo percurso de O Melhor e O Maior. Mas agora a coisa é mais complicada, não se resolve com direitos de patrão-quem-manda-aqui-sou-eu. Ajudaria se ele soubesse. E ele não sabe.
O que Trump não sabe, não entende, é que enquanto presidente nunca poderá ser O Melhor e O Maior se não fizer um esforço sincero e evidente para ter em conta os americanos como um todo, brancos, pretos, encarnados, amarelos, azuis às riscas e roxos alilazados. E Trump não o faz, nem pretende, nem tão pouco tem ideia de que tem obrigação de o fazer.
Por mais que o preocupe salvaguardar os que ele considera "americanos de primeira" e o seu eleitorado - o que não é exactamente a mesma coisa - é suposto ele ser presidente dos americanos em toda a sua complexa mistura... E ele não está para isso, não está disposto a respeitar todos em equidade de direitos, era o que faltava.

 "Make America great again" tem um significado muito claro e embutido na mente de Trump mas que tem sido tratado como uma pílula dourada a ser dada a engolir. A conferência de imprensa, ou lá o que foi aquilo que Trump vociferou ontem para as câmaras das televisões do mundo, expôs finalmente o conceito que o golfista da Casa Branca tem do que é fazer a América grande  e o "outra vez" não é de forma alguma supérfluo, muito pelo contrário, refere-se a quando a América era grande e a como se vivia na América.
Sorry Mr. President, game over. Afinal, a quem pertence a América?

A presidência é uma grande chatice, uma trabalheira, seria tudo muito mais simples se, de uma vez por todas todos fizessem tudo o que ele manda fazer, porque ele é que sabe de tudo mais do que todos, em vez de andarem a chafurdar nas suas negociatas, nos seus amigalhaços e naquilo que ele bem entende por certo dizer e fazer. Ora bolas, afinal ELE é o presidente, se isso não lhe confere mais direitos do que aos outros - que não são o presidente - então para que serve o esforço?

FAZ LÁ ESSE JEITO, PÁ

"O PCP entende que o acto eleitoral de domingo, onde participaram “41% dos eleitores”, foi uma “mensagem colectiva de defesa da paz, da democracia” e pede “respeito” pela soberania da Venezuela"
Não comento, obrigar-me-ia ao uso de um tipo de linguagem que não tem cabimento neste blog.

O ministro do Negócios Estrangeiros português diz que Portugal, à semelhança dos seus parceiros europeus, não reconhece a eleição da Assembleia Constituinte mas não se pronuncia sobre a aplicação de sanções ao governo venezuelano. Em comunicado do MNE afirma que "essa questão não foi ainda discutida entre os Estados-membros da UE".

Porém...

Federica Mogherini, chefe da diplomacia europeia, afirmou, no final do encontro mensal dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia em que Portugal foi representado pelo embaixador Nuno Brito, que o assunto (sanções à Venezuela) foi “abordado no início do encontro” dos vários governantes europeus.

No jornal espanhol "El País" pode ler-se:
 "La Unión como tal no se había pronunciado debido a la resistencia de países como Grecia e inicialmente Portugal, que ha moderado su postura. "Portugal prefere la vía diplomática pero no se opondrá a la decision de la UE", aseguran fuentes diplomáticas lusas entre el temor por la situación del alrededor de medio millón de ciudadanos de origen portugués que residen en el país según Lisboa."
NOTE-SE:  A notícia acima refere-se tão só ao não reconhecimento da legitimidade das eleições na Venezuela e não, ainda, à aplicação de sanções.

Via diplomática? Com aquele ditadorzeco que vê o seu povo sucumbir à fome e à falta de assistência médica para se agarrar a um poder que não lhe é conferido?
Pero no se opondrá... O que é que isto quer dizer? Que faz o jeito à U.E.?
(Claro que faz, olha quem... Entretanto vão marcando uma posição lamentável)

A mim faz-me um jeito considerável ou teria de me pintar de preto, vestir uma burka, coberta de vergonha.

O ESTRANHO CASO DOS NEGÓCIOS SANCIONADOS

2005 - O Sr. Sater
(para não ir mais atrás, esta história começa no final dos anos 80...)

Felix Sater era um imigrante russo que trabalhava para o Bayrock Group, empresa de desenvolvimento e aconselhamento de negócios sediada em Nova Iorque e parceira de Trump em diversos empreendimentos durante mais de uma década.  Sater retornou a Moscovo em 2005 com a ideia fixa de construir uma Trump Tower que comportasse hotel, condomínio e espaço comercial para escritórios. O proprietário do Bayrock Group era o Sr.Tevfik Arif, nascido na Turquia e encarreirado na URSS onde trabalhou para o ministro do Comércio por 17 anos. Em 2010 foi preso na Turquia sob a acusação de dirigir uma cadeia de prostituição e tráfico humano da Rússia e da Ucrânia. A acusação foi retirada.

"During a trip in 2006, Mr. Sater and two of Mr. Trump’s children, Donald Jr. and Ivanka, stayed at the historic Hotel National Moscow opposite the Kremlin, connecting with potential partners over the course of several days."
Mr. Trump continued to work with Mr. Sater even after his role in a huge stock manipulation scheme involving Mafia figures and Russian criminals was revealed; Mr. Sater pleaded guilty and served as a government informant."

Novembro de 2013

Trump foi a Moscovo levar o seu "Miss Universe".
Sob os bons auspícios de Araz Agalarov, anfitrião do grande acontecimento, de Donald Trump  e do Mini-Donald, o oligarca russo da construção é uma espécie de Trump lá do sítio mas, há época, com mais poder e influência política graças às suas estreitas relações com Putin que, nesse mesmo ano, o condecorou com a Ordem de Honra da Federação Russa por serviços prestados ao Estado.

(Oligarca é um tipo que enriqueceu à conta de negócios escuros e corrupção utilizando dinheiro, segredos e favores como meio de influência e poder político)

Já que ali estavam a ver desfilar um excelente grupo de giraças aproveitaram
o ensejo para falar de negócios. A convite dos Agalarov, Trump e Mini-Trump jantaram essa noite com eles e com  Herman Gref, ex-ministro da Economia e actualmente chefe executivo do banco estatal PJSC, : o que era giro era construir um Trump Tower Hotel em Moscovo unindo esforços, e proveitos empresariais.
“I called it my weekend in Moscow,” - Mr. Trump said of his 2013 trip to Moscow during a September 2015 interview on “The Hugh Hewitt Show.”-  He added: “I was with the top-level people, both oligarchs and generals, and top of the government people. I can’t go further than that, but I will tell you that I met the top people, and the relationship was extraordinary.”

Junho de 2013 - O Maxi-Trump, o Mini-Agalarov e o seu agente, Rob Goldstone - o bronco que escreveu coisas que não devem ser escritas nos e-mails para o Mini-Donald - encontraram-se em Las Vegas e fizeram uma jantarada. 
Sim, o tal Rob Goldstone que o Maxi-Trump não conhece.




Fevereiro de 2014 - O Mini-Donald volta, uma vez mais, a Moscovo para assinar a Carta de Intenções de construção da Trump Tower ficando responsável pelo empreendimento.
(A partir de 2008 em apenas 18 meses deslocou-se a Moscovo 6 vezes. Só pode ser amor)

Depois foi a vez de  Ivanka ir a Moscovo ver a vistas em que se poderia plantar a Trump Tower; o Mini-Agalarov acompanhou-a na busca.

Um mês mais tarde  Ivanka reencontra-se com Emin, o Mini-Agalarov, na companhia do Maxi-Trump; a avaliar pelas roupinhas não estariam em Moscovo.




Finalmente a coisa parecia estar bem encaminhada...
Aaahhh mas o diabo tece-as. Sim, o diabo...

A 24 de Fevereiro de 2014 as forças especiais russas desembarcam  na Crimeia. Posteriormente a Rússia invade a Ucrânia por via terrestre tomando a região de Donbas,  Donetske  e Lugansk.
Nos primeiros dias de Março foram impostas as primeiras sanções económicas à Rússia; outras se seguiram e foram agravadas em 2015

Dá-se uma drástica queda do rublo; o petróleo russo está pelas ruas da amargura, a instabilidade económica compromete grandes empreendimentos imobiliários e, pior um pouco, se realizados em parceria com empresas norte-americanas restringidas pelas sanções.

Isto das sanções foi uma grande chatice...
Não admira, digo eu, que Trump tanto tenha considerado o levantamento das sanções, antes e logo após ter sido eleito. Não pôde ser... Deu muito nas vistas.
Também não será de estranhar que a tal advogada que apareceu na Trump Tower em Junho de 2016, em plena campanha, viesse com a conversa de ser uma activista anti-sanções, anti-Magnitsky Act.
Mas já la vamos, há uns pormenores antes de chegar aí.

Junho de 2016

No dia 3 o Mini-Donald recebeu o primeiro e-mail - conhecido até agora - do Bronco-Goldstone (os sublinhados são colocados por mim) :

On Jun 3, 2016, at 10:36 AM, Rob Goldstone wrote:
Good morning
Emin just called and asked me to contact you with something very interesting.
The Crown prosecutor of Russia met with his father Aras this morning and in their meeting offered to provide the Trump campaign with some official documents and information that would incriminate Hillary and her dealings with Russia and would be very useful to your father.
This is obviously very high level and sensitive information but is part of Russia and its government's support for Mr. Trump - helped along by Aras and Emin.
What do you think is the best way to handle this information and would you be able to speak to Emin about it directly?
Rob Goldstone
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On Jun 3, 2016, at 10:52 AM, Donald Trump Jr. wrote:
Thanks Rob I appreciate that. I am on the road at the moment but perhaps I just speak to Emin first. Seems we have some time and if it's what you say I love it especially later in the summer. Could we do a call first thing next week when I am back?
Don
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Segue-se uma troca de mensagens com pouco interesse no dia 6 - disponiveis AQUI - conjuntamente com todos (?) os e-mails que o Mini-Trump publicou...

On Jun 7, 2016, at 4:20 PM, Rob Goldstone wrote:
Don
Hope all is well
Emin asked that I schedule a meeting with you and The Russian government attorney who is flying over from Moscow for this Thursday.
Rob Goldstone
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On Jun 7, 2016, at 5:16 PM, Donald Trump Jr. wrote:
How about 3 at our offices? Thanks rob appreciate you helping set it up.
D
On Jun 7, 2016, at 5:19 PM, Rob Goldstone wrote:
Perfect won't sit in on the meeting, but will bring them at 3pm and introduce you etc.
I will send the names of the two people meeting with you for security when I have them later today.
Rob
On Jun 7, 2016, at 18:14, Donald Trump Jr. wrote:
Great. It will likely be Paul Manafort (campaign boss) my brother in law and me, 725 Fifth Ave 25th floor.
From: Rob Goldstone
Sent: Wednesday June 08, 2016 10:34 AM
To: Donald Trump Jr.
Subject: Re: Russia - Clinton - private and confidential
Good morning
Would it be possible to move tomorrow meeting to 4pm as the Russian attorney is in court until 3 i was just informed.
Rob
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Sobre o conteúdo dos e-mails nem vale a pena perder tempo; levanta questões de ética e patriotismo que, é mais do que provado, são totalmente alheias à família Trump, ao mundo em que se movimenta e às gentes com quem se relaciona com maior proximidade.

No entanto outra questão alerta para a mais do que provável possibilidade de nada disto ser novidade para eles nessa altura, ninguém é assim tão parvo, nem mesmo o Mini-Trump que aliás não estava nisto sozinho. Quando lêem:

"This is obviously very high level and sensitive information but is part of Russia and its government's support for Mr. Trump" (1ª mensagem dia 3)

Não ocorreu a ninguém perguntar "Por que está o governo russo a apoiar o meu pai? O que desejam? Só tendo estas informações poderei marcar, ou não, uma reunião"
Nada disto, apenas um entusiástico e imediato (20 min. depois)
if it's what you say I love it "

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Adiante... Vamos começar pelo fim que é muitas vezes um bom princípio:

O QUE É QUE A "RUSSIAN ATTORNEY" ESTAVA A FAZER NO TRIBUNAL EM NOVA IORQUE ATÉ ÀS 3 DA TARDE?

E antes,

O QUE É O MAGNITSKY ACT? QUEM É SERGEI MAGNITSKY?

SERGEI MAGNITSKY era um auditor nascido na Ucrânia, com escritório em Moscovo - na "Hermitage Capital Management", sediada em Londres e pertencente a Bill Browder - que teve o azar de descobrir uma enorme fraude fiscal levada a cabo por figuras de Estado, donos de corporações empresariais, juízes e policias russos que, até onde ele conseguiu chegar, haviam roubado ao Estado russo 230 milhões de dólares US.

Comunicou esta fraude às autoridades e, acto continuo, foi acusado de evasão fiscal. Sob esta acusação foi preso em Novembro de 2008 e em Novembro de 2009, com apenas 37 anos, morreu na prisão após uma falha cardíaca e choque tóxico devido a uma pancreatite não tratada. Não restam dúvidas de que foi torturado e espancado ao longo do período em que esteve preso Magnitsky foi processado a título póstumo e teve como defesa Nikolai Gorokhov, advogado da família. Daqui a umas linhas voltarei a falar de Gorokhov, homem muitíssimo incomodativo.

Bill Browder, activista de direitos humanos, tem vindo a expor detalhadamente, desde 2005, casos de corrupção dentro do Estado russo aos mais elevados níveis e em 2006 foi considerado uma "ameaça à segurança nacional" ; em 2007 a sua empresa em Moscovo foi invadida por oficiais das forças contra a corrupção e os seus bens foram confiscados, computadores e arquivos inclusive e foi banido da Rússia. Magnitsky trabalhava estreitamente com Browder  e continuou a faze-lo até ser preso em 2008.

Após a morte de Magnitsky, Browder e outros activistas de Direitos Humanos compilaram uma lista de cerca de 60 funcionários de topo do Estado russo, incluindo do governo e ligados ao governo por negócios, A totalidade da lista nunca foi publicamente divulgada.

Em Dezembro de 2012 o Congresso americano aprovou uma lei, Magnitsky Act, que autoriza os E.U.A. a retirarem ou não concederem vistos de qualquer tipo e a congelarem bens e negócios de cidadãos e membros do Estado russo que estejam envolvidos em violações dos Direitos Humanos.

Como retaliação a esta lei Putin proibiu a adopção de crianças russas por cidadãos norte-americanos.
(Cada um retalia como pode, talvez Putin tivesse medo de que os americanos comessem criancinhas ao pequeno-almoço)


Voltando à advogada russa...
Natalia Veselnitskaya estava no tribunal em Nova Iorque em Junho de 2016 porque...


Os 230 milhões de dólares roubados ao Estado russo na fraude descoberta por Magnitsky não foram dólares, claro, foram rublos. Havia que lavar estes patacos. A lavagem foi feita através da compra de imóveis em Manhattan. Daqui resultou um processo judicial à busca e perda de uma série de activos e participações imobiliárias no valor do investimento - 230MD

Estamos de novo em 2013
- Quem foi processado? A Prevezon Holdings, sediada na República de Chipre e registada em Nova Iorque como corporação estrangeira
- Quem processou? O Estado de Nova Iorque na pessoa de Preet Bharara (Fed. U.S.Attorney), reconhecido por ser implacável em casos de corrupção.
Mr. Bharara has been among the highest-profile United States attorneys, with a purview that includes Wall Street and public corruption prosecutions, including of both Democratic and Republican officials and other influential figures. @nytimes.com
O que aconteceu?
Trump tomou posse em Janeiro de 2017 (isto é só um àparte)
A 9 de Março de 2017 Preet Bharara foi convidado a demitir-se juntamente com outros 45 procuradores. Bharara recusou apresentar a demissão; passados poucos dias foi despedido

Um mês depois, em Maio de 2017, foi finalmente dada a sentença. Fez-se a coisa por 6 milhões de dólares, sentença comunicada à "russian attorney" Natalia Veselnitskaya (sim, a visita do Donald Jr. que lutava contra a Magnitsky Act) que foi para Moscovo dizer que tinha tido uma prenda dos U.S.
Por coincidência, na semana entre 20 e 24 de Março, Nikolai Gorokhov, o advogado da família Magnitsky de quem falei mais acima e prometi retomar, seria uma testemunha chave neste processo de fraude conta a Prevezon Holdings pois representava Bill Browder, citado acima, enquanto advogado da sua empresa Hermitage Capital Management. 
Também iria apresentar novas provas de conspitação para assassinato ao tribunal em Moscovo na "investigação" do caso Magnitsky (entre as quais mensagens na "WhatsApp" entre os criminosos) 

Gorokhov não chegou a comparecer a nenhum dos dois julgamentos, na véspera da audiência em Moscovo "caiu" da janela do seu apartamento. 
Foi uma queda mal calculada pois encontra-se a recuperar dos seus múltiplos traumatismos nos cuidados intensivos e não apresenta lesões permanentes. (O plutónio é muito mais eficaz)

Regressando a 2016... 

No dia 9 de Junho Natalia Veselnitskaya estava no tribunal por causa do caso "Estado de Nova Iorque VS Prevezon Holdings. Depois seguiu direita à Trump Tower para a reunião sobre os de supostos "podres de Hillary" com o Mini-Donald, o Jared Kushner e o inefável Paul Manafort. Mas Natália não foi sozinha, o que deve ser grave porque nenhum deles quis falar nisso...

A acompanhar Natalia ia Rinat Akhmetshin, um "lobbyista" russo que serviu no exército sovietico numa unidade de "contra-inteligência" e que diz que nunca recebeu treino de espionagem. (Ou eu não sei o que é "contra-inteligência" ou ele se baldou aos treinos). A Hermitage Capital Management, a já referida empresa de Bowder que compilou a lista de 60 figuras de topo ligadas a corrupção e violação de Direitos descreve-o dizendo:
“Mr Akhmetshin is a former member of the Russian military intelligence services (GRU). He is now based in Washington DC as a lobbyist. He was previously hired by clients with the mandate to generate negative publicity. He was paid by a previous client to derail the US asylum application of a Russian citizen using false allegations of anti-Semitism.”
Vive em Washington e em 2015 a empresa, a International Mineral Resources, apresentou uma queixa em tribunal contra ele acusando-o de ter organizado uma operação de "haking" aos seus arquivos privados como parte de uma campanha de difamação (BBC)
The Russian-American was overheard in a coffee shop bragging about arranging the cyber-attack on the firm's computer system, according to court documents. He is a registered lobbyist who has focused in recent years on overturning the 2012 US Magnitsky Act
1ª pág. - clicar p/ aumentar "Open in new tab"
Para além deste bom rapaz e da Srª advogada estavam presentes o imprescindível Ron Goldstone, um representante dos Agalarov (por alma de quem?) e um tradutor.

Onde estão os e-mails que, no dia 7, Goldstone, disse que enviaria com os nomes dos presentes à reunião para serem comunicados à segurança da Trump Tower? E, se faltam esses, faltarão mais? E porquê?

A verdade é que, até agora, ninguém sabe o que foi tratado nessa reunião escondida por todos, em particular por Jared Kushner quando teve de comunicar pela primeira vez ao FBI os contactos que havia tido com cidadãos estrangeiros; e pela segunda vez, quando se lembrou de repente que falou com o embaixador russo várias vezes e com o CEO do Vnesheconombank. Só se lhe avivou a memória quando o seu pessoal na W.H. descobriu os malfadados e-mails.

Não há almoços de borla, muito menos na Trump Tower.
Qual era o quid pro quo ? "Toma lá os e-mails, o haking do DNC e levantas o Magnitsky Act?".
E onde iria parar a troca de favorzinhos?
E tendo os russos segredos sobre os Clinton não os terão sobre os Trump? Ora...

Pode um candidato a Chefe de Estado estabelecer um  quid pro quo destes com um outro Estado, nomeadamente com um país hostil? 
Poder pode... E um presidente?

O que é verdade, verdadíssima, é que esta reunião ficou assente no dia 7 de Junho de 2016 e nesse mesmo dia 7, 3h depois, o Presidente dos E.U.A., que nunca soube de nada até ao dia 11 ou 12 de deste mês, falava assim , palavra por palavra:

"I'm going to give a major speech on, probably monday next week, and we gonna be disgusting all the things that've taken place with the Clintons. I think you're gonna find it very informative and very interesting"



Costuma-se dizer "Venha o diabo e escolha". Obviamente o diabo escolheu.

Esta é apenas a longa história que desembocou na fatídica reunião de 9 de Junho de 2016.
Faltam as outras, as muitas outras...
Paul Manafort, Michael Flynn, Jeff Sessions, Roger Stone, Rex Tillerson, Carter Paige, Wilbur Ross, J.D.Gordon, Michael Caputo, Rick Gates, Marck Kasovitz, Michael Cohen, Eric Prince... Só para falar de cidadãos americanos, só para falar do "Trump Team, deixando a família e os seus amigos, de fora.

P.F. VISTAM-LHE O CASACO BRANCO DAS FIVELAS

Que Trump bate mal, muito mal, é do conhecimento público.
Que Trump é um mentiroso compulsivo é inegável
(More than 100 days of Trump's lies - The NewTimes)
 https://docs.google.com/document/d/1Q8_ju04USjjQAdy7SidT_1miLRUkBeuVLv2ojYclRzg/edit?usp=sharing
Que Trump arranja problemas, sobretudo a si próprio, a quem trabalha para e com ele, quase todos os dias, é uma questão exposta nos noticiários quotidianos
Que Trump é um tipo arrogante e ignorante com uma noção vaga, mesmo muito vaga, da realidade global, que seria suposto liderar, é obvio para quem levante apenas uma orelha para o ouvir

Aqui para nós que ninguém nos ouve, à parte os cerca 38% dos norte-americanos que ainda apoiam Trump, e talvez alguma daquela gente estranha que milita pela Le Pen, o Farage e mais um ou outro dos seus primos europeus,
há alguém que tenha dúvidas de que o loiro tem de ser interditado?

Para quem tenha, ainda, alguma dúvida recondita abrigada no seu neurónio, recomendo uma profunda meditação sobre publicação de hoje, 2 de Julho, que o Donald fez no Twitter; não apenas o Donald mas também o presidente dos EUA, vulgo, o líder do ocidente.
I rest my case.


O vídeo abaixo foi publicado
no Twitter de Trump - @realDonaldTrump 
E
no do presidente dos EUA - @POTUS
(como é do conhecimento geral são as iniciais de "PresidentOfTheUnitedStates)



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OS BONS PRINCÍPOS DO FIM

Como se vence a guerra contra o inexistente Estado Islâmico (ISIS -  Islamic State of Iraq and Syria)  ?

Enquanto continuam as prolongadas batalhas no terreno e vão caindo, uma após outra, as cidades ocupadas onde a desenfreada vontade dos cabecilhas da ISIS  é a lei, chegou-se por fim a Mosul e a Raqqa, "capitais" do horror. Não é o fim à vista, longe disso; é um enorme progresso, são significativos golpes de derrota territorial, económica, desprestigiante e incapacitante sobre a "cabeça do polvo", mas não representam a guerra próxima do seu término. É uma etapa, importante, mas não mais.
Como baratas tontas os guerrilheiros da ISIS fogem para outras paragens; reorganizam-se na Líbia, na Nigéria e países vizinhos, ganham força nas Filipinas e regressam aos seus países de origem na Europa e não só. Apelam ao "matem e esfolem" por todos os meios ao alcance de qualquer um.

Como se vence isto?
No terreno, sim, tem estado a ser feito, eficazmente. Com informação partilhada e comunicação. Sim, tem estado a ser feito. Com vigilância - física e cibernética - e policiamento; mal de nós se não estivesse a ser feito, felizmente não sonhamos com os planos e as tentativas fracassadas que nos passam ao lado.
Cortando os meios de financiamento. Pois... mais complicado, quando os interesses divergem e valore$ altos se levantam; Lá chegaremos.

Vencer é uma guerra difícil, longa e perseverante.
E mais? Como não nos deixamos vencer?
Como permanecemos fieis ao que acreditamos, à forma como desejamos viver, aos nossos princípios de vida?

Não, Srª May, não vale a pena fazer cara de má, em véspera de eleições, e com ar convicto proferir que "Enough is enough". Não se vence o terrorismo por decreto. infelizmente. Nem com qualquer "Travel ban" careca de falhas para terrorista morrer de riso.
Se um tarado souber mexer em explosivos e os tiver à mão vai matar indiscriminadamente. Se atirar um qualquer veículo para cima de pessoas ninguém o consegue impedir. Se pegar na faca de trinchar e resolver cortar gargantas vai conseguir fazê-lo.
Matar, espalhar medo, dividir, criar clivagens, ódios, radicalizar. Mudar a forma de vida no mundo ocidental, violar a liberdade de movimentos quotidiana, minar a democracia nos seus pilares. É esta guerrilha aterrorizante e ameaçadora que cada um de nós, uns mais do que outros mas todos nós, temos de enfrentar.

Estamos à beira de ser reféns do terrorismo, vencidos pelo medo e pela necessidade de auto-protecção.

Estaremos?

Serão hoje já poucos os que se lembram, e não muitos os que sabem,  como se
comportou o povo britânico durante as Guerras Mundiais, em particular durante a Segunda Grande Guerra. É verdade que não foram apenas os britânicos mas são estes que, muito justamente, se buscam para exemplo.

W W II, 24th Feb.1944, London, , After bombed out during the night raid on London, these cheerful Londoners give the 'V' sign as they sit on a pile of salvaged bedding
Sob os bombardeamentos alemães os britânicos não perderam a fleuma, nunca deixaram de fazer as suas vidas "normais" dentro da medida que lhes era possível, nunca deixaram de ir trabalhar, nem de ir ao "pub", nem mesmo ao teatro. Isto foi assim por toda a Grã-Bretanha, muito especialmente em Londres. Aquele ar de bull-dog do Sr.Churchill, de quem fila e não larga, terá certamente contribuído uma vez aliado ao característico e inimitável "sentido de dever" britânico.

Ontem sucumbi ao concerto de homenagem às vítimas do atentado de Manchester. Rendi-me totalmente à espantosa coragem das mais de 50.000 pessoas que encheram o estádio. E não eram umas 50.000 pessoas quaisquer. Não eram 50.000 lisboetas que, até hoje, têm estado livres de viver o horror de um atentado terrorista bem sucedido. Eram 50.000 pessoas que há apenas duas semanas mal medidas viram o inferno em seu redor. E creio que posso afirmar com alguma segurança que uns bons 75% destas pessoas eram jovens e crianças. A juventude é incauta mas os seus pais, para quem são a essência da vida, não serão. Não há maior temor do que o que sentimos pela vida e segurança dos nossos filhos.
Estavam lá, 50.000 pessoas a cantar e a chorar, negando a vitória a uns quantos seguidores de uma Sharia feita sob medida que tem por finalidade doentia aterrorizar o mundo para o dominar e transformar.
Estavam lá, 50.000 pessoas, ateias, cristãs, muçulmanas, judias, pretas, brancas e às riscas, que cantaram, choraram, se abraçaram e dançaram com a polícia.

Que grande lição!!!
Se a soubermos compreender, interiorizar e, sobretudo, viver, poderemos afirmar alto e bom som:
"Conhecemos os vossos objectivos e conhecemos o caminho para vos derrotar; não colaboramos convosco"

Uma última palavra.
Sei que não é fácil, sei que exige muita coragem e determinação.
(Claro que tenho medo que o meu filho vá a um concerto num recinto cheio de gente. Mas vai) 
Não sou ingénua nem me vejo a engrossar as fileiras dos filósofos do "Peace and Love".
A Paz é um bem inestimável a preservar com o maior empenho mas não a qualquer preço. E, para mal dos nossos pecados, o Amor não vence tudo, nem perto. No entanto também não tenho qualquer dúvida de que a cedência ao medo, ao ódio e à vingança nos afundará neste abismo que quotidianamente nos espreita.

Poética mas corajosamente: "Don't look back in anger"


MR TRUMP, O FEUDALISMO JÁ NÃO É O QUE ERA




United States Climate Alliance

The United States Climate Alliance comprises a group of states in the United States committed to upholding the 2015 Paris Agreement on climate change within their borders. It was formed on June 1, 2017, by three state governors  WashingtonNew York, and  California —after U.S. President Donald Trump announced United States withdrawal from the Paris Agreement. 

In addition, by the evening of June 1, 2017, the state governors of seven other U.S. states had agreed to maintain their states' support for the Paris Agreement. Nearly 70 percent of Americans, including a majority of people in all 50 states, support the Paris Agreement on climate change.

On June 2, 2017, the announced Governor of Connecticut  announced 

that the state would join the United States Climate Alliance

Update68 “Climate Mayors” representing 38 million Americans have also committed to upholding the goals of the Paris Agreement.  These include the non-CA/NY mayors of Boston, Houston, Chicago, Seattle, Atlanta, and many other large cities.  One notable city joining the pact is Pittsburgh – in Mr. Trump’s speech, he noted that he was elected to represent “the citizens of Pittsburgh, not Paris.”  Pittsburgh, however, apparently wishes to remain in the Agreement. Also, the governors of Massachusetts, Oregon, Colorado, Hawaii, Connecticut, Minnesota, Virginia and Rhode Island have all proclaimed continued support for the Agreement.


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RELAÇIONADO:


Michael Bloomberg Offers $15 Million to Make Up for Washington’s Share of the Paris Accord Costs

http://fortune.com/2017/06/02/bloomberg-trump-paris-agreement-funding-un/

Bloomberg founder and CEO Michael Bloomberg has offered to make up the $15 million in funding that the United Nations stands to lose from U.S. President Donald Trump's decision to pull out of the Paris Climate Agreement.


Under the historic agreement, the U.S. would have been expected to contribute that amount to the operating budget of the United Nations Framework Convention on Climate Change, the accord’s coordinating agency.

AQUELE GAJO... COVFEFE!!!


Aquele gajo que Putin tem no bolso das calças acabou de anunciar que os EUA vão fazer companhia à Síria e à Nicarágua na lista dos países que recusaram o Acordo de Paris. Não se pode dizer  que fiquem mal na fotografia...

Não fica pedra sobre pedra... Que tristeza.

Tenho evitado falar do gajo por duas razões: primeiro porque bater sempre na mesma tecla não faz música e além disso a porcaria, a irresponsabilidade, a arrogância é tanta que se torna difícil abordar o personagem, e a cáfila que o rodeia, a menos que se bata sempre na mesma tecla. Não há pachorra, nem estômago.

Pode ser que um dia lhe aconteça alguma coisa que o leve a entender que "o dinheiro" não é, de forma alguma, o melhor fundamento das melhores decisões.
 Talvez fosse suposto dizer agora "longe vá o agoiro". Pois mas não digo. Este gajo tem o condão de despertar nas pessoas o pior que dorme dentro delas.
E se ele fosse covfefe, não era fixe?









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Statement by EU Climate Action and Energy Commissioner Miguel Arias Cañete on the US announcement to withdraw from the Paris Agreement -  01/06/2017

 "Today is a sad day for the global community, as a key partner turns its back on the fight against climate change. The EU deeply regrets the unilateral decision by the Trump administration to withdraw the US from the Paris Agreement. 

 The Paris Agreement will endure. The world can continue to count on Europe for global leadership in the fight against climate change. Europe will lead through ambitious climate policies and through continued support to the poor and vulnerable.

 The EU will strengthen its existing partnerships and seek new alliances from the world's largest economies to the most vulnerable island states. This partnership will of course include the many US businesses, citizens and communities that have voiced their support for Paris and are taking ambitious climate action. Together, we will stand by Paris, we will implement Paris. 

 We will do this because it is in our common interest. We see the Paris Agreement and the low-carbon transition for what it is, the irreversible growth engine of our economies and the key to protecting our planet. 

 Today's announcement has galvanised us rather than weakened us, and this vacuum will be filled by new broad committed leadership. Europe and its strong partners all around the world are ready to lead the way. We will work together to face one of the most compelling challenges of our time. We will do it, together. 

We are on the right side of history."


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OS DESALMADOS

Cresci a ouvir falar de "ataques terroristas" nos noticiários, não são nada de novo, sabemos. O IRA, a ETA, o Baader-Meinhof (RAF), o Setembro Negro ("dissidente" da OLP), as Brigate Rosse, o Sendero Luminoso  e muitos outros de menor dimensão e projecção temporal. A lista é extensa e lamentável, sabemos.

Apesar de todos os horrores ocorridos durante as vidas daqueles que hoje habitam a Terra há anos maduros, como o massacre dos atletas israelitas durante os Jogos Olímpicos de Munique em 1972, que todos nós, maduros, guardamos na memória, foram actos terroristas, criminosos,  mas não acarretavam a carga de ódio contra a humanidade que hoje presenciamos. Nem mesmo os selvagens ataques da Al Quaida conseguiriam rivalizar com o grau de desumanidade que a ISIS está tornando corriqueiro. Corriqueiro!?!? Como é possível adjectivar assim acções terroristas? Pois, mas é verdade, estamos aprendendo a conviver com isto, a vencer o medo, a não ceder à enorme tentação de perder os freios humanos e civilizacionais. É fundamental que aprendamos depressa e bem, que não cedamos por mais feridos e irados.
Não é preciso ser-se muito esperto nem particularmente culto para entender os objectivos destes ataques extremistas de "nova vaga". Não podemos deixar-nos vencer nos nossos princípios, no que acreditamos ser a diferença entre o certo e o errado, bem e mal,  na nossa humanidade. Ainda que nos tenham por parvos, antes isso.

O atentado ocorrido ontem em Manchester ultrapassou todos os limites. Não é uma questão de número de vítimas nem de horror dizimado. 
Um atentado que tem por alvo uma casa cheia de adolescentes e crianças... 

Claro que o objectivo é óbvio: atacamo-vos onde mais vos dói -  matamos as vossas crianças, os vossos filhos; serão obrigados a viver aterrorizados, não conseguirão "seguir em frente".

Já todos vimos as "crianças da ISIS", em treinos militares, a presenciarem , e agirem, em execuções bárbaras, a serem transformadas em bombas humanas.
Se agem assim com os seus próprios filhos como não o farão com os nossos?



É preciso não ter consciência alguma, não ter a menor capacidade de sentir empatia, ser-se totalmente estranho a qualquer tipo de amor, é preciso não ter alma.

 

DIAMONDS ARE FOREVER

ROGER MOORE 

14 de Outubro de 1927 - 23 de Maio de 2017

Roger Moore, mais propriamente a figura de "O Santo", foi o  meu primeiro amor,
Um amor a preto e branco, à antiga, sem efeitos especiais, inocente e cheio de aventuras heroicas.
Que me perdoem os activistas das legiões maltrapilhas da nossa época, Sir Roger Moore tinha uma "pinta" fora de série, uma raça em vias de extinção; Um sentido de humor finíssimo, um cavalheirismo ausente de snobeira, a sincera e vivida devoção pelas crianças esquecidas pela sorte no nosso mundo egoísta.
Vou ter saudades
" No-one delivered the aplomb like Roger Moore. He was the secret agent with the twinkle of humour in his eye, and who put wit into his elegant, educated tones, which deepened and decelerated into a sensual purr as his tenure went on..../... The Connery Bond was feared and admired, and the same went for the Brosnan Bond or the Craig Bond. But the Roger Moore Bond was loved. And Sir Roger Moore was loved too. It is desperately sad to see him go."
 - In "The Guardian" 23/05/17
Ivanhoé (1958 -1959)
O Santo (1962 -1969)





Os Persuasores
James Bond (1973 - 1985)




1991 - 2017 - Embaixador UNICEF




"It's easy to sit in relative luxury and peace and pontificate on the subject of the Third World debts.
Working with UNICEF made me grow up and recognize how fortunate I am."


Roger Moore

AMAZING!!!

Tenho estado muito caladinha, há coisas que não merecem comentário, outras que são incomentáveis e outras ainda que são tão óbvias que nem dá gozo.

Então mas o homem não tem qualidades?
Ó se tem... É espantoso! Um cadexinho ridículo, vagamente megalómano mas espantoso. Fico entre "Nobody does it better" e "Simply the best"

Tenho é pena dos desgraçados dos enfermeiros que o forem buscar...

MA'AM JUDGE, TIRO-LHE O MEU CHAPÉU

Chama-se Ann M. Donnelly e é juiza federal do Tribunal Distrital de Nova Iorque, cargo que ocupou após ter sido, durante vários anos, juíza da Procuradoria Geral do mesmo distrito, etc, etc, etc.


Ontem, sábado, ouviu um apelo de emergência emitido pelo American Civil Liberties Union (ACLU) para se fazer face ao último devaneio de Trump, a Ordem Executiva que proíbe a entrada nos EUA de cidadãos de 7 países maioritariamente muçulmanos e suspende a concessão de asilos políticos.
Em pouco tempo Ann Donnelly conseguiu a suspensão da Ordem Executiva, advogando que esta viola uma lei de 1965 que baniu a discriminação com base na nacionalidade. E não só mas essa é uma guerra para os próximos dias, de momento alguém deu um abençoado murro na mesa.

De acordo com a legislação em vigor encontra-se suspensa a possibilidade de banir indivíduos portadores de documentos que lhes concedam o estatuto de refugiados, portadores de vistos válidos e os provenientes de países afectados com autorização de entrada tendo estes o direito a serem ouvidos em tribunal competente.
Ontem, durante a conversa telefónica entre Trump e Merkel, a chanceler lembrou o presidente que os EUA, enquanto siggnatários da Convenção de Genebra, se encontram impedidos pelo direito internacional de fechar as portas a refugiados de países em guerra, conflito, e outras situações que ameacem a sua segurança.

Esta suspensão tem, por agora, uma validade de apenas 7 dias e é uma corrida judicial contra o tempo mas a verdade é que a lei ainda vai sendo lei e já outros juízes, federais e estaduais, se uniram a este combate nacional assim como várias organizações de defesa dos direitos civis e constitucionais.





Esta tarde, enquanto muitos aeroportos internacionais se encheram de manifestações de protesto e várias cidades, como Boston e Washington, viram novos desfiles de manifestantes nas ruas, Steve Bannon, um conselheiro senior de Trump, comunicou que os portadores de "carta verde" não serão abrangidos pela Ordem Executiva.

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